É a
que se faz a partir DA PRÓPRIA PERSPECTIVA. A pessoa vê, olha e sente por completo a experiência dentro da sua própria pele. Trata-se de "reviver" em detalhes o incidente, quase com as
mesmas emoções, imagens, sons e sensações. Em outras palavras, a pessoa se encontra associada por completo a experiência. É nessa posição que se analisa o próprio ponto de vista. Por isso se denomina Posição Própria (ou Posição Self). Nesta posição somente podemos avaliar o que nós pensamos, sentimos e fazemos. Estamos inseridos em nossos próprios sapatos, fixos em nossa perspectiva.
Se trata
de perceber a partir da PERSPECTIVA DO OUTRO; se vê, se olha e se
sente como ele. Ditos populares como "por-se no lugar do
outro", "colocar-se na pele do outro", "por-se nos sapatos
do outro", descrevem muito bem esta posição. É a posição da empatia, pois assimila por completo a experiência alheia, como
se estivesse vivendo na própria carne. É a que leva em conta o ponto de vista do outro ou outros envolvidos na interação, supondo que sabemos o que pensam e sentem. Esta posição (como
é produto de nossa leitura da mente e das emoções
do outro) pode nos levar a distorcer as suposições que
facemos. A baança pode se inclinar em exagero, tanto para a má situação como para a boa. Chamamos esta posição de Posição Outro (ou Others).
Acreditamos sentir e pensar tão mal ou tão ben como o Outro.
Isto nos leva a subordinar nossa interação a suposta
ação do outro.
Nesta posição, a perspectiva é como a de um "observador dissociado" da experiência original. A experiência é construída vendo e ouvindo como se assistisse a um filme com você participando no mesmo ambiente e com as mesmas pessoas que estavam originalmente. Alguns ditos populares descrevem bem esta posição: "ver os touros da cerca", "observar o que aconteceu como uma obra teatral". Na terceira posição não se experimentam sensações nem emoções - como nas anteriores. Ao se dissociar, a pessoa se separa da experiência emocional e pode observar mais objetivamente. Neste caso nos colocamos no ponto de vista de um observador externo. Em termos de PNL, estamos "dissociados".
A Posição de
Observador (Metaposição) nos separa da interação, nos colocamos
como espectadores. A vantagem é que nos permite fazer fazer avaliações desprovidas de emoções. Nesta posição, é mais fácil nos darmos conta dos recursos que necessitamos para mudar o rumo das interações, na direção de um reultado desejado.
Quando nos encontramos na Posição Própria, ou na Posição Outro, vamos nos associar a elas, e, por isso, nossos sentimentos e sensações corporais serão incrementados, e precisamos estar atentos a estes sinais.
A possibilidade de perceber a situação destes três pontos de vista, nos dá flexibilidadem compreensão, abertura e nos permite uma conexão com os recursos que poderão solucionar melhor o conflito.
Existem pessoas que só percebem, pensam e atuam à partir delas mesmas. Se fecham em seu próprio modelo de mundo. Outras pessoas, se deixam levar tanto pela posição do outro, que deixam de perceber suas próprias necessidades, pensamentos e sentimentos. As pessoas que assistem tudo de fora correm o risco de se comprometer pouco com a interação, coisa que pode ser muito útil quando buscamos recursos. Porém pode acontecer desta posição ser adotada de forma permanente, gerando como resultado uma pessoa distante, sem compromisso. Utilizar somente uma metaposição é difícil, porém existem pessoas que o fazem, ao preço de serem consideradas frias e pouco sensíveis. O mais conveniente é usá-lo por poucos minutos.
Treinar a mudança de posição é mais efetivo quando, literalmente, mudamos de lugar. Isso se faz com o artifício de cadeiras, como o famoso exercício gestáltico da "cadeira vazia" (en que a pessoa vai mudando de lugar, deixando uma cadeira no lugar em que estava).
Também se faz com a linguagem, trocando pronomes e verbos, A pessoa fala conforme a posição que está ocupando: Quando está o seu lugar fala "eu", e quando está no lugar do outro fala "você".
Finalmente, um recurso muito utilizado na PNL é distribuir sobre o chão três papéis nos quais anotamos: "Própria", "Outro" e "Observador", respectivamente, e vamos mudando de lugar físico, pensando, sentindo e falando em cada um destes lugares, externalizando assim cada posição. Como sempre, quanto mais experiência tenhamos, maior flexibilidade iremos adquirir.
Podemos incluir uma quarta posição, de onde podemos observar todas estas interações. Esta posição é a do "Diretor da Orquestra", que percebede uma forma mais panorâmica. Em termos de PNL, usamos uma dupla dissociação..
Este
artigo está baseado na Enciclopédia de PNL de
Dilts e em nossas próprias experiências de Capacitação
e Coaching