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NIVEIS DE IDENTIDADE


Não se pode resolver um problema no mesmo nível de pensamento que o criou

Einstein

O QUE SÃO OS NÍVEIS DE IDENTIDADE?

Trata-se de uma hierarquia de níveis mentais que existem nos humanos. Robert Dilts identifica os níveis da seguinte forma(do mais baixo ao mais alto):

  • AMBIENTE: Elementos externos. ONDE E QUANDO?.
  • CONDUTAS ou COMPORTAMENTOS: O que faço ou tenho feito? O QUE?.
  • CAPACIDADES: Estratégias, estados.COMO?.
  • CRENÇAS: Valores e significados. POR QUÊ?.
  • IDENTIDADE: Sentimento de ser eu. QUEM?.
  • ESPIRITUALIDADE: O que existe além de mim como indivíduo: Crenças filosóficas, religiosas, etc. QUEM OU O QUE MAIS?

Essa hierarquia responde as seguintes premissas:

· A função de cada nível consiste em organizar a informação do nível imediatamente inferior.
· As regras que regen as mudanças são distintas para cada um dos níveis.
· Uma mudança no nível superior afetara, quase seguramente, os níveis inferiores.
· Uma mudança no nível inferior não tem porque afetar os níveis superiores.

Um exemplo: uma pessoa que se cuida fisicamente, teria os seguintes niveis:

  • Identidade: Sou saudavel
  • Crença: Se me mantenho sadio, posso fazer melhor minhas atividades.
  • Capacidade: Sei como me cuidar.
  • Conduta: Faço exercicio diariamente.
  • Ambiente: O ginásio ao ar livre..

Outro exemplo: O caso de um vendedor:

  • Identidade: Sou um bom vendedor.
  • Crença: Em pouco tempo serei gerente de vendas.
  • Capacidade: Trabalho o necessário para cumprir minhas metas.
  • Conduta: Aplico as técnicas de persuasão que conheço.
  • Ambiente: Meu território de vendas.

Robert Dilts, inspirado nos "Níveis lógicos de mudança " planejados por Gregory Bateson, propõe uma forma de encarar as mudanças considerando em quantos escalões esta mudança pode se produzir.

Para dar um exemplo, suponhamos que temos uma casa pequena para abrigar a quantidade de pessoas que habitam nela. Nosso primeiro pensamento é ampliá-la ou obter outra casa. Porém estas alternativas foram inviáveis no momento, visto que não dispomos dos recursos econômicos que nos permitiriam levar adiante esse projeto. Podemos ficar deprimidos ao descobrir isso ou, no lugar, fazer uso deste modelo simplificador e redutor de complexidade: pensar em fazer coisas menos custosas, acessíveis a nossas possibilidades, que nos permitirão otimizar o espaço disponível, acalmar nossa ansiedade e ajudar-nos a manter a motivação até que melhore nossa situação.

Por exemplo, podemos:

a) mudar a disposição dos móveis,
b) trocá-los por outros menores,
c) doar utensilios e roupas que não são mais utilizados,
d) pintar a casa.

Estas ações, com as que modificamos o ambiente, podem melhorar sensivelmente nossa situação psicológica. Para promover estas mudanças não temos que derrubar a casa, endividar-nos ao extremo ou no mudarmos. Só modificamos o ambiente. Mudando o entorno podemos produzir mudanças em outros escalões. Por exemplo, as mudanças no AMBIENTE podem necessitar que primeiro sejam desenvolvidas habilidades como as de selecionar e classificar as roupas e móveis para dar ou vender. Pintar a casa pode requerer que seja feito umlevantamento de preços, qualidade de tintas, formas de preparar e decorar as paredes etc.

O resultado destas mudanças de ambiente geram mudanças nos níveis superiores: COMPORTAMENTO E HABILIDADES novos que podem mobilizar novas emoções e flexibilizar certas crenças ou nos pôr em contato com nossos valores (o que é importante para nós?), coisa que perceberemos sensorialmente e não como uma mera abstração.

Agora veremos um exemplo em termos psicológicos. Quando uma pessoa sente que "algo não anda bem", que algo está acontecendo em sua vida, podemos iniciar um processo de mudança. A maioria das pessoas supõe que uma mudança fará com que sejam outros, que tenham que mudar tanto que se parecerão com "uma casa nova".

- Em geral se supõe que toda a IDENTIDADE está em perigo e terá que "ser outra pessoa".
- Outra alternativa é pensar que deve revisar toda a estrutura de suas CRENÇAS para poder fazer algo com seus problemas
- Contudo, pode-se identificar o nível que está mais perturbado e podem-se fazer mudanças no AMBIENTE, mudar COMPORTAMENTOS ou adquirir alguma nova HABILIDADE. Muitas vezes as pessoas fazem isso de forma espontânea e, por exemplo, se matriculam em um curso de computação ou de inglês. O que muitas pessoas não sabem é que, assim como se treinam as habilidades desportivas ou lingüísticas, também é possível aprender novas habilidades sociais. Estas podem favorecer você nas entrevistas de emprego ou na superação da sua timidez para enfrentar situações sociais.

Finalmente, este modelo pode ser muito útil na organização para definir exatamente em que nível é necessário produzir as mudanças. Creio que com certa uniformidade, hoje em dia somente se treinam certas capacidades supostamente úteis para melhoria do desempenho empresarial.

en qué nivel hay que producir un cambio. Creo que con cierta uniformidad hoy día sólo se entrenan algunas capacidades supuestamente útiles para mejorar un contexto empresarial. Creio que algumas vezes age-se precipitadamente e não se faz um diagnóstico adequado. Nem sempre os cursos de capacitação são a única ferramenta ou o nível mais pertinente para produzir as mudanas que se desejam, pois os problemas pode residir nas crenças e nos valores de níveis superiores, ou mesmo na "Identidade" da empresa em questão.

Incluir um nível supra-individual nos permite identificar com mais qualidade com quais dificuldades adicionais podemos nos deparar. Um exemplo conhecido é o que acontece quando uma mulher não muçulmana caa com um muçulmano que encontrou em seu país. Quando resolvem visitar o país de origem do marido, não é incomum que ele adote comportamentos desconhecidos para a desprevanida mulher, que pode ficar em uma situação muito difícil, correndo riscos inclusive de perder a guarda dos filhos. Conhecem-se váios casos que já foram até mesmo levados ao cinema e a tv. Em casos como estes, as mudanças que podemos realizar oferecem dificuldades cuja solução não depende somente de nós, ao menos a curto prazo, sem que necessitem outras ações de negociação.

IDENTIFICAR O NÍVEL DO PROBLEMA

Outro aspecto interessante do modelo de Dilts é que permite revisar os distintos níveis assinalados, explorá-los de modo que se possa distinguir qual é aquele nível sobre o qual podemos trabahar para eliminar as barreiras de aprendizagem.

Um menino que tenha dificuldades para soletrar, pode não ter este problema no nível de capacidades, e sim no nível das crenças. Por exemplo, pode crer que aprendendo a soletrar ele se tornaá uma pessoa que ele não deseja ser. Identificar o nível relevante permitirá atuar sobre a verdadeira razão do problema pelo qual, neste caso, terá de operar sobre suas crenças. Do contrário, se pressionarmos ele a dedicar mais tempo a tarefa de soletrar, o mais provável é que aumente a sua frustração.

Na aprendizagem, convém trabalhar no nível mais alto possível. Por exemplo, o menino não diz "vou atuar de pai", e sim se identifica expressando: "serei o papai". Este processo de identificaão facilita notavelmente a aprendizagem por conta da receptividade, que está totalmente aberta e todo a novidade funciona como um módulo adicional. Ao falar ao "papai" ele está reconhecendo este "papel" ao menino e se podem integrar muitos modelos qualitativamente valiosos para o seu desenvolvimento e seu conhecimento específico.

Para Robert Dilts um problema de relaçoes interpessoais não pode ser solucionado no mesmo nível de pensamento que foi criado. Se, por exemplo, estamos enfrentando o nível "identidade" nunca avançaremos enquanto estivermos fechados em uma discussão de personalidades. Devemos passar a outro nível para solucionar e harmonizar a relação. Quando estamos bloqueados ou confuos, devemos identificar em que nível se encontra o problema e trabalhar em sua solução, em busca da correta comunicação.

Este artigo está baseado na Enciclopédia de PNL de Dilts e em nossas próprias experiências de Capacitação e Coaching

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